Câncer de Testículo - IUN - Instituto de Urologia e Nefrologia

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Urologia

Câncer de Testículo

O câncer de testículo é o tumor mais prevalente nos homens jovens na idade de 15 a 35 anos de idade, apresentando alta possibilidade de cura nos tumores iniciais. São tumores que respondem bem à quimioterapia e alguns, à radioterapia. A incidência destes tumores é de 6 a 11casos para 100 mil homens, sendo que no Brasil é de 2,2/100 mil homens. Normalmente são unilaterais e somente 1% são bilaterais. A apresentação clínica mais freqüente é a presença de nódulo e massas ou aumento do testículo, na grande maioria dos casos, indolor. Quase 10% dos casos podem se manifestar por sintomas das metástases. A palpação testicular é obrigatória, e quando detectados, esses tumores podem estar associados à hidrocele em 10 a 20% dos casos. As metástases ocorrem nos linfonodos retroperitoniais, pulmões, mediastino e, mais raramente, sistema nervoso e ossos. Os tumores de testículo apresentam 2 marcadores principais: Alfa-fetoproteina e Beta HCG, que são usados no pré e no pós-operatório para acompanhamento.

 

Diagnóstico

No exame clínico se encontram nódulos ou massas no testículo normalmente indolores à palpação, com o epidimo homolateral normal, a não ser em casos avançados. O ultra-som escrotal tem alta sensibilidade e mostra área nodulare hipoecóica. O RX de tórax, tomografia ou ressonância devem ser realizados como métodos de imagem para estadiamento. O diagnóstico diferencial é com orquioepididimite, hidrocele, hérnia encarcerada, torção testicular e tuberculose.Não se faz biópsia da lesão no pré operatório para se evitar a disseminação do tumor. Realiza-se a exploração cirúrgica por via inguinal e, após a clampagem do cordão espermático, se faz a biópsia por corte-congelação nos casos de dúvida, e a retirada do testículo com ligadura alta do cordão espermático nos casos de tumor. Existem vários tipos de tumor de testículo, sendo os principais os seminomas e não seminomas.

 

Tratamento

Orquiectomia radical por via inguinal com ligadura prévia do cordão espermático no nível do canal inguinal interno, com remoção em bloco do testículo com suas túnicas, epidídimo e todo o funículo espermático. Nos seminomas pode ser realizada a radioterapia e a quimioterapia e nos não seminomas, a quimioterapia. A cirurgia de linfadenectomia retroperitoneal é indicada em casos de não seminomas e em casos de massas residuais pós a quimioterapia.