Fratura de pênis - IUN - Instituto de Urologia e Nefrologia

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Dicas de saúde

Fratura de pênis

 
FRATURA DE PENIS

       A fratura de pênis é uma lesão que ocorre somente em ereção, mais comumente durante intercurso sexual, e também em menor proporção, durante a masturbação.
A maioria das vezes, durante relações muito intensas. Normalmente, o caso típico de fratura acontece quando a mulher está em cima do homem durante o sexo e o pênis sai da cavidade vaginal , ao tentar penetrar novamente, se choca com o quadril ou períneo da parceira, fazendo com que se dobre de maneira brusca e forçada. Em posições sexuais em que o homem fica acima ou atrás da parceira, os riscos de fratura diminuem consideravelmente.
      Apesar do nome, não se trata de uma fratura propriamente dita, visto que o pênis não é um órgão ósseo. O que ocorre é a lesão da túnica albugínea ( envoltório interno do pênis), com ruptura do corpo cavernoso. Importante explicar que o pênis é constituído por três cilindros, um medial por onde passa a uretra e sairá a urina, e dois laterais, chamados corpos cavernosos, que se enchem de sangue ao estímulo sexual, determinando a ereção) .

 Apresentação Clínica

É típica, em ereção, o homem nota um estalido seguido de dor, que normalmente é intensa, mas pode ser leve, com consequente detumescência peniana imediata, edema( inchaço) , hematoma, que pode ficar localizado, ou se estender para região escrotal, perineal e supra púbica( como na foto acima) e desvio do pênis para o lado oposto ao da fratura. A presença de sintomas urinários ou sangue pela uretra, deve levantar a suspeita de lesão uretral concomitante, que pode ocorrer em até 20% dos casos.

 Diagnóstico

O diagnóstico quase sempre é realizado apenas com a história clínica e exame físico. O ultrassom com Doppler pode complementar e dimensionar a lesão. Em casos atípicos, com diagnóstico duvidoso, outros exames como a Ressonância Magnética podem ser úteis.

  Tratamento

 Ao primeiro sinal da lesão, deve-se procurar atendimento imediato, que sempre é tratamento cirúrgico. Durante a intervenção, o hematoma é esvaziado, identifica-se a lesão que é suturada, fechando-se o corpo cavernoso. Muitas vezes, por timidez ou receio, o paciente demora, pois a dor ameniza, esperando uma "cura espontânea", o que só complica o tratamento e aumenta os riscos de complicações ou sequelas. Mesmo lesões após 48 horas devem ser operadas. Dentre as complicações da fratura peniana, principalmente as operadas tardiamente, estão tortuosidades, fibrose, abscessos e até disfunção erétil.
Após a cirurgia, principalmente quando realizada precocemente e em centros especializados, o paciente volta a ter relações normais após 4 a 6 semanas.

Fonte : Hamilton Franco Filho